21 Set 2017
Museu do Malware: Internet Archive inaugura coleção de pragas digitais
11 Fev 2016 | Categoria: Tecnologia

O site Internet Archive, que serve como uma espécie de "museu e biblioteca da internet", inaugurou no fim de semana o "Museu do Malware". A coleção inclui diversas amostras de vírus clássicos para o sistema MS-DOS, principalmente da década de 1980.


Visite o Museu do Malware do site do Internet Archive:

https://archive.org/details/malwaremuseum


Conferir a coleção, claro, não traz risco algum para o computador. Todos os vírus são executados em um emulador de MS-DOS diretamente no navegador web. A praga permanece em um ambiente virtual e totalmente isolado do computador. Além disso, todos os vírus tiveram suas rotinas maliciosas desativadas. Por isso, não é nem mesmo possível capturar os vírus do museu para tentar danificar o computador de outra pessoa.


Como as pragas rodam em um emulador que funciona no navegador, é possível visualizar os vírus em sistemas com os quais eles nem seriam compatíveis, como celulares e tablets.


A coleção foi organizada pelo especialista em segurança finlandês Mikko Hypponen, da fabricante de antivírus F-Secure.



Mensagens, cores e sons


Os vírus atuais querem apenas roubar dados sem chamar atenção. As pragas da década de 1980, porém, eram mais extrovertidas. Gostavam de aparecer, brincar e, não raramente, destruir - sempre com toda a sutileza de um show de fogos de artifício, ou, pelo menos o maior show que era possível produzir com os computadores da época. A criação de um bom trote ou pegadinha - algo que marcasse o vírus - era parte do processo.


Como as pragas são para o sistema operacional MS-DOS, o emulador que roda no site não tem interface gráfica. Para ver os vírus em ação, porém, não é preciso executar nenhum comando, pois as pragas são executadas na janela imediatamente após serem clicadas na lista do museu.


Muitos vírus fazem as letras que estão na tela cair e rebater por todo canto. Um, notavelmente chamado de "pirâmide", coloca uma pirâmide colorida na tela. Ainda outro, chamado de "ha!", cria um "ha!" brilhante.  Alguns vírus foram inspirados em histórias de ficção, como o Skynet ("Exterminador do Futuro") e Frodo ("Senhor dos Anéis").


Outra praga, chamada "Cassino", convida a vítima para um jogo de caça-níquel. Se a vítima não obtiver a combinação certa, o vírus corrompe a partição e todos os dados do disco rígido ficam inacessíveis. A versão da praga presente no museu, claro, não é mais capaz desse dano, nem mesmo no ambiente virtualizado onde ela se encontra.


Um dos vírus mais famosos da época, o "Cascata" ou "Cascade", também está disponível na coleção (o nome dele é CASC-SIM). Este vírus faz as letras que estão na tela "caírem". Divertido de se ver hoje em dia, mas um tanto assustador na época - além de tornar quase impossível o uso do computador.


O Museu do Malware tem um total de 79 pragas digitais - todas elas com alguma "brincadeira" que foi mantida para ser "exposta" no museu.


O uso do emulador Dosbox para executar programas de MS-DOS não é uma novidade no Internet Archive. O site já utilizava emuladores de MS-DOS em outras coleções, como a de jogos clássicos. Diferentemente dos jogos, cada vírus presente na coleção teve de ser alterado, perdendo a capacidade de destruir dados e de se espalhar de um sistema para outro, criando uma situação curiosa: é um museu de vírus que, de fato, não tem nenhum vírus. As memórias, porém, estão lá.


Fonte: G1

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